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Produtos e cuidados do dia a dia com estofados
O que vale ter em casa, o que é melhor manter longe do tecido e por que a regra do teste escondido salva estofado.

A manutenção do dia a dia não substitui a higienização profissional, mas espaça bastante o intervalo entre uma e outra. E o que se evita costuma importar mais do que o que se usa.
A etiqueta do fabricante vem antes de tudo
Muitos estofados trazem uma etiqueta com o código de limpeza, geralmente embaixo do assento ou na parte de trás. É a informação mais confiável que existe sobre aquele tecido — e a mais ignorada. O padrão mais usado tem quatro códigos:
- W — aceita produto à base de água.
- S — só solvente, ou seja, limpeza a seco.
- WS ou SW — aceita os dois.
- X — nem água nem solvente: só aspiração e escovação leve.
Se a etiqueta sumiu ou está ilegível, o teste escondido logo abaixo passa a ser a forma mais segura de descobrir o que a peça aceita.
O básico que vale ter em casa
Um aspirador com bocal próprio para estofado resolve a maior parte da manutenção: tira poeira, areia e pelo antes que desçam para o fundo do tecido. Junte a isso panos de microfibra brancos e uma escova de cerdas macias, para soltar sujeira superficial sem agredir a fibra.
A regra do teste escondido
Antes de aplicar qualquer coisa na área visível, teste numa parte escondida — atrás do encosto, embaixo do assento ou na lateral que fica contra a parede. Espere secar e observe se houve mancha de água, alteração de cor ou aspereza. Esse minuto de paciência já salvou muito estofado.
O que é melhor manter longe
Alvejante e qualquer produto com cloro; solventes como acetona, thinner e removedor; produtos multiuso de uso pesado, feitos para piso e azulejo, não para tecido. Água em excesso também entra na lista: molhar demais faz o líquido descer para a espuma, onde não há como secar direito, e é a origem de boa parte dos casos de cheiro e mofo.
Sobre as receitas da internet
Vinagre, bicarbonato e álcool aparecem em toda lista e funcionam em alguns casos. Também desbotam, mancham ou ressecam em outros, dependendo do tecido. Não existe fórmula universal — por isso a etiqueta e o teste escondido valem mais que qualquer receita.
Couro pede outra rotina
Couro e courino não gostam de água em excesso nem de produto para tecido. A manutenção é feita com pano levemente úmido e, periodicamente, hidratação com produto próprio para o material, para que ele não resseque e trinque com o tempo.
Impermeabilização ajuda, mas não dispensa
A proteção faz o líquido ficar na superfície por mais tempo, dando chance de você recolher antes que penetre. Ela facilita o dia a dia e não substitui nem a limpeza de rotina nem a higienização periódica. É um serviço à parte: veja como funciona a impermeabilização de estofados.
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